quinta-feira, 5 de maio de 2011

Claude Monet

Oscar-Claude Monet (Paris, 14 de novembro de 1840 — Giverny, 5 de dezembro de 1926) foi um pintor francês e o mais célebre entre os pintores impressionistas.
O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, "Impressão, nascer do sol", quando de uma crítica feita ao quadro pelo pintor e escritor Louis Leroy: "Impressão, nascer do Sol” – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha." . A expressão foi usada originalmente de forma pejorativa, mas Monet e seus colegas adotaram o título, sabendo da revolução que estavam iniciando na pintura.


Primeiros anos


Mulheres no jardim de 1866.
Seu pai, Claude - Auguste, tinha uma mercearia modesta. Aos cinco anos, sua família mudou-se para Le Havre, na Normandia. Seu pai desejava que Claude continuasse no comércio da família, mas ele desejava pintar. Foi a sua tia Marie-Jeanne Lecadre que o apoiou a seguir a carreira artística, pois ela fora também pintora.
Em 1851, Monet entrou para a escola secundária de artes e acabou se tornando conhecido na cidade pelas caricaturas que fazia. Nas praias da Normandia, Monet conheceu, por volta de 1856, Eugène Boudin, um artista que trabalhava extensivamente com pintura ao ar livre nessas mesmas praias, e que lhe ensinou algumas técnicas ao ar livre.
Em 28 de janeiro de 1857, sua mãe morreu e, aos dezesseis anos, Monet abandonou a escola e foi morar com sua tia Marie-Jeanne Lecadre.
Em 1859, Monet foi para Paris estudar pintura, e foi aí que conheceu a sua primeira mulher, Camille. Monet retratou-a muitas vezes, em quadros onde ela aparecia mais do que uma vez na mesma pintura.

Estudos de arte

Em 1859, Monet mudou-se para Paris. Frequentava muito o museu do Louvre onde copiava os grandes mestres.
Em 1861, ele foi obrigado a servir no Exército na Argélia. Sua tia Lecadre concordou em conseguir sua dispensa do serviço caso Monet se comprometesse a cursar Artes na universidade. Ele deixou o exército, mas não lhe agradou o tradicionalismo da pintura acadêmica.
Decepcionado com o ensino da pintura acadêmica na Universidade, em 1862 ele foi estudar artes com Charles Gleyer em Paris, onde conheceu Pierre-Auguste Renoir, Frédéric Bazille e Alfred Sisley. Juntos desenvolveram a técnica de pintar o efeito das luzes com rápidas pinceladas, o que mais tarde seria conhecido como impressionismo.

Carreira artística

Dois anos após conhecer Bazille, eles foram morar juntos em Honfleur. Em 1865, ajudado por seu pai, Monet e Bazille alugaram um pequeno estúdio em Paris. No mesmo ano, Monet entraria para o Salão oficial de Paris com duas telas: "Estuário do Sena" e "Ponte sobre Hève na Vazante".
No ano seguinte, Monet novamente expôs duas telas no salão de Paris: "Camille" ou "O vestido verde" e "A floresta em Fontainebleu". A tela "O vestido verde" recebeu grandes elogios por parte dos críticos e ganhou um prêmio no salão de Paris. Em "Camille", Monet retratou Camille Doncieux, que se tornaria sua futura mulher. No ano de 1867, Monet tentou inscrever a obra "Mulheres no Jardim" no Salão, que não a aceitou. A tela era tão grande que ele construiu uma vala para poder enterrar a parte inferior e atingir a parte superior da tela ao pintar. No mesmo ano, Monet e Camille teriam seu primeiro filho, Jean.

Casa de Monet em Argenteuil.
Em 1868, Monet entrou em dificuldades financeiras, teve um quadro inscrito no Salão de Paris, "Navio deixando o cais de Le Havre", que recebeu uma crítica negativa. Recebeu, no mesmo ano, medalha de prata na Exposição Marítima Internacional de Le Havre pela tela "O molhe de Le Havre".
Em 1870, Camille e Monet se casaram três anos após o nascimento do primeiro filho do casal. No mesmo ano, com o início da guerra franco-prussiana, Monet e sua família se refugiaram em Londres. De volta à França e com o pai já morto, refugiar-se em Le Havre não o atraía mais, por isso Monet mudou-se para Argenteuil, onde passou a receber seus amigos impressionistas (Manet, Renoir, Sisley e outros). Na cidade, o rio Sena e as belas paisagens serviram de inspiração para numerosos quadros de Monet e seus amigos que puderam pintar ao ar livre.

Impressão, nascer do sol.
Em 1872 ele Monet pintou Impressão, nascer do sol (Impression: Soleil Levant (atualmente no Museu Marmottan de Paris), uma paisagem do Havre, exibida na primeira exposição impressionista de 1874. O quadro deu origem ao nome usado para definir o movimento impressionista.
Em 1878, Monet mudou-se para Paris com a família devido a crise financeira. No mesmo ano, nasceria seu segundo filho, Michel. Em férias com o casal Hoschédé, Monet acabou apaixonando-se pela mulher do Sr. Hoschédé, Alice. Um ano depois, Camille Doncieux morreu de câncer aos trinta e dois anos de idade.
Em 1883, Monet mudou-se para Giverny, na Normandia. Monet trocava correspondência com Alice até a morte de seu marido em 1891. No ano seguinte ele e Alice Hoschédé casaram-se.
Na década após o seu casamento, Monet pintou uma série de imagens da Catedral de Rouen em vários horários e pontos de vista diferentes. Vinte pinturas da catedral foram exibidas na galeria Durand-Ruel em 1895. Ele também fez uma série de pinturas de pilhas de feno.
Em 1899, Monet pintou em Giverny a famosas série de quadros chamadas "Nenúfares". Em sua propriedade em Giverny, Monet tinha um lago e uma pequena ponte japonesa que inspirou a série de nenúfares. Estas obras quando foram expostas fizeram grande sucesso. Era o reconhecimento tardio de um gênio da pintura.
Monet ao pintar Nenúfares se baseou no lago e a ponte japonesa de sua própria casa, no outono, porque era nessa época do ano em que as flores caiam sobre o lago criando uma linda visão na qual Monet resolveu pintar. A técnica de Monet para pintar quadros era bastante peculiar para as pessoas e outros artistas que o viam pintando, mas a técnica de Monet desenvolvida na época foi considerada mais tarde como umas das belas do mundo, que é o impressionismo, que aparenta ser de perto apenas borrões mas ao distanciar a visão, o quadro se forma nitidamente.

 Morte


Catedral em Rouen.
Monet teve uma catarata no fim da sua vida. A doença o atacou por causa das muitas horas com seus olhos expostos ao sol, pois gostava de pintar ao ar livre em diferentes horários do dia e em várias épocas do ano, o que foi outra característica do Impressionismo. Durante sua doença Monet não parou de pintar, - usou nessa época de sua vida cores mais fortes como o vermelho-carne e vermelho goiaba, cor tijolo, entre outros vermelhos e cores mais fortes.
Em 1911, com o falecimento de Alice e seu problema de visão, Monet perdeu um pouco a vontade de viver e pintar. Sua vontade só seria animada com a amizade de Georges Clémenceau, que lhe escrevia cartas de apoio.
Monet morreu em 1926 e está enterrado no Cemitério da Igreja de Giverny, Eure, na Haute-Normandia.

O Impressionismo

O Impressionismo é um movimento artístico surgido na França no século XIX que criou uma nova visão conceitual da natureza utilizando pinceladas soltas dando ênfase na luz e no movimento. Geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as nuances da luz e da natureza.
    A arte alegre e vibrante dos impressionistas enche os olhos de cor e luz. A presença dos contrastes, da natureza, transparências luminosas, claridade das cores, sugestão de felicidade e de vida harmoniosa transparecem nas imagens criadas pelos impressionistas.
    Os impressionistas retratam em suas telas os reflexos e efeitos que a luz do sol produz nas cores da natureza. A fonte das cores estava nos raios do sol. Uma mudança no ângulo destes raios implica na alteração de cores e tons. É comum um mesmo motivo ser retratado diversas vezes no mesmo local, porém com as variações causadas pela mudanças nas horas do dia e nas estações ao longo do ano.
    O Impressionismo mostra a graciosidade das pinceladas, a intensidade das cores e a sensibilidade do artista, que em conjunto emocionam quem contempla suas obras.
    Claude Monet (1840-1926) fez parte do movimento impressionista na França, que teve início em 1874 com a primeira exposição do grupo no ateliê do fotógrafo Maurice Nadar. A denominação Impressionismo foi dada a partir de uma declaração pejorativa do crítico de arte francês Louis Leroy ao ver a tela de Monet Impression du Soleil Levant (ver quadro indicado na "Galeria dos Grandes Mestres", abaixo). O grupo ficou conhecido por realizar uma pintura ao ar livre, em frente ao motivo, numa nova concepção de pintura, de celebração dos espaços do mundo e da luz. Adotando um princípio dinâmico por excelência, o grupo também eliminou as referências mitológicas, religiosas e históricas para refletir a vida contemporânea e a nova Paris, as impressões momentâneas e fugazes de seu cotidiano.
Damas em Giverny
W.Maguetas - 2005
(baseado no quadro
Rosa e Azul de Renoir)
    Pintando diretamente sobre a tela branca, utilizando somente cores puras justapostas, geralmente sem misturá-las, os impressionistas buscavam obter a vibração da luz, o aspecto efêmero da vida, fugaz momento da luz e da sensibilidade, ato de amor entre artista e mundo, despido de toda e qualquer contingência exterior às suas motivações mais profundas. Os principais representantes do grupo foram Monet, Manet, Renoir, Camile Pissaro, Alfred Sisley, Vincent Van Gogh, Degas, Cézanne, Caillebotte, Mary Cassatt, Boudin (professor de Monet), Morisot, entre outros.

Galeria dos Grandes Mestres do Impressionismo

Claude Monet (1840-1926)

Impression du Soleil Levant - 1873
(Museu Marmottan, Paris)
Quadro de Claude Monet que deu início ao
Movimento Impressionista

Les Alyschamps
Quadro de Claude Monet

Pierre Auguste Renoir (1841-1919)

Rosa e Azul (119x74 cm) - 1881
Quadro de Renoir
Museu MASP

Dance at Bougival
Quadro de Renoir

La Promenade
Quadro de Renoir

Edouard Manet (1832-1883)

Races at Longchamp
Quadro de Manet

Flores no Vaso de Cristal
Quadro de Manet

Vincent Van Gogh (1853-1890)

Auto Retrato com Chapéu de Palha
Quadro de Van Gogh

Les Alyschamps
Quadro de Van Gogh

Eglise D'Auvers
Quadro de Van Gogh
  


Galeria de Pintores Impressionistas Clássicos

Monet

Degas

Morisot

Caillebotte

Boldini

Renoir

Cassatt

Turner

Van Gogh



 

segunda-feira, 28 de março de 2011

BIBLIOGRAFIA

-Livro de História do 8ºAno

CONCLUSÃO

Com este trabalho obtive mais conhecimento sobre a Revolução Industrial. Fiquei a saber detalhes da Revolução, da sua expansão, das diferenças entre as classes sociais, entre outras coisas. Concluindo, este trabalho trouxe-me benefícios, pois fiquei a saber mais informação que não sabia.

IDEIAS SOCIALISTAS


A sociedade do séc. XIX apresentava grandes contrastes, isto é, por um lado, a burguesia capitalista que vivia rodeada de luxo gozando, em geral, de uma vida confortável, por outro, a classe operária, geralmente pobre e a viver na miséria. Alguns intelectuais do séc. XIX, atentos às injustiças sociais, criticaram este sistema propondo um conjunto de medidas políticas para reformar os sistemas económico e social. Pretendiam tornar mais justo o sistema económico. Assim, nasceram as ideias e doutrinas socialistas. Numa primeira fase, as propostas socialistas surgiram de pensadores ingleses (Robert Owen) e franceses (Saint- Simon, Proudhon, Fourier). Estes criaram o socialismo utópico, cujas ideias foram consideradas ingénuas e idealistas, impossíveis de realizar. Em meados do séc. XIX, os filósofos alemães Karl Marx e o seu amigo Friedrich Engels fundaram o socialismo científico. As suas obras Manifesto do Partido Comunista (1848) e O Capital (1867) defendiam que o fim da exploração dos trabalhadores só era possível através de uma revolução em que os trabalhadores tomavam o poder e instauravam uma ditadura do proletariado. Defendiam a colectivização dos meios de produção, substituindo o capitalismo pelo socialismo, o qual deveria depois evoluir para o comunismo, ou seja, para uma sociedade sem classes. O marxismo ganhou força e, no séc. XX, inspirou a revolução soviética, chinesa, cubana e outras. No séc. XIX, surgiram outras ideologias, como o anarquismo, defendido pelo francês Proudhon e pelo russo Bakunine. Estes defendiam a anarquia, ou seja, o fim do Estado e de todas as formas de autoridade. Mas o socialismo viria a seguir uma corrente menos radical, que defendia a mudança através de reformas graduais, o socialismo reformista. Defendia a ideia de que o poder devia ser atingido através do voto do povo. Este teve por principais defensores os alemães Kautsky (1854-1938) e Edward Bernstein (1850-1923) e o francês Jean Jaurès (1859-1914). Esta corrente reformista ainda hoje permanece.


SINDICALISMO


No início do séc. XIX surgiram em Inglaterra, as primeiras associações de operários, algumas das quais deram origem a sindicatos. Em 1825, os primeiros sindicatos ingleses uniram-se, formando as Trade Unions (Uniões de Sindicatos). Estas associações começaram a chamar a atenção dos governos e da população em geral para as difíceis condições em que viviam os operários. Estas associações empreenderam uma luta para conseguir que os patrões melhorassem as condições de trabalho e para que o Governo apoiasse mais a população dando-lhe melhores condições de vida. O proletariado lutava com a única arma que tinha, o seu trabalho, assim, a greve passou a ser a principal forma de luta. Em 1864, foi fundada a Associação Internacional dos Trabalhadores, pelos sindicatos ingleses e franceses, sob a orientação de Karl Marx. Esta associação deu ao movimento operário uma projecção internacional.

OPERARIADO


A industrialização e o crescimento das cidades foram acompanhados pelo aumento do operariado. No séc. XIX, a vida dos operários era difícil. O êxodo rural provocou um excesso de mão-de-obra nas cidades, o que  fez baixar os salários e levou a que muitos operários aceitassem trabalhar, em más condições, e durante 15 ou mais horas por dia. Homens, mulheres e crianças eram submetidos a condições de trabalho semelhantes, contudo, a mão-de-obra infantil e feminina era mais barata. O proletariado trabalhava em fábricas com más condições de higiene e segurança e vivia em casas insalubres, húmidas e mal iluminadas. Eram pequenos espaços onde viviam famílias numerosas. Estas condições favoreceram, por um lado, o aparecimento e a propagação de doenças graves e, por outro, a degradação de vida e a miséria moral. O pauperismo, o estado de pobreza generalizado da classe operária, veio aumentar cada vez mais a distância entre a burguesia rica e o operariado, levando a um clima de descontentamento, revoltas e agitação social. Foi neste ambiente que surgiu e se desenvolveu o movimento operário e sindical e se desenvolveram as ideias do socialismo.